O livro ou o filme? Minha opinião sobre “Cidades de Papel”

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Essa semana fui ao cinema assistir ao filme “Cidades de Papel”’ que é uma adaptação cinematográfica do Best-seller “Cidades de Papel” do autor norte-americano John Green. A história conta sobre um garoto chamado Quentin, que desde a infância sempre fora apaixonado por sua vizinha Margo. Certa vez os dois estavam brincando perto de um parque onde se depararam com um homem morto perto de uma árvore. Observando o defunto,Margo disse para Quentin que “os fios se arrebentaram”. O tempo passou ,eles cresceram e chegaram ao ensino médio.Margot e Quentin acabaram se distanciando. Ela era uma garota muito popular,sempre estava junto de seu namorado Jase e rodeada de amigos.E ele era um garoto normal,estudioso ,não era popular e tinha dois melhores amigos Radar e Ben que sempre o acompanhava. Quentin achava que nunca mais teria contato com Margo,já que eles não se falavam a muito tempo. Certa noite, quando Quentin estava quase dormindo,Margo repentinamente entra pela janela,invade o quarto de Quentin e o chama para uma noite de 11 missões secretas . Essas “missões secretas” nada mais eram do o plano de vingança dela contra seus “ amigos “que acobertaram seu namorado e sua melhor amiga,que a traiam frequentemente. No final da noite,depois das 11 missões cumpridas de forma muito inteligente, Quentin e Margo vão a um edifício onde Margo conhece o porteiro e os dois conseguem entrar com facilidade, eles vão até uma sala onde tem uma janela com uma vista linda para a cidade de Orlando. Margo observa a vista e diz para Quentin que aquela nada mais era que uma cidade de papel,com pessoas feitas de papel. No final da noite, Quentin quer saber como serão as coisas dali a diante,e margo diz que serão diferentes e que irá sentir falta dele. Nos dias seguintes Margo desaparece,não foi a aula e ninguém faz ideia de onde ela possa estar. Os pais dela nem se preocuparam direito,já que era típico dela desaparecer e deixar pistas para que as pessoas a enconte. Então Quentin começa a buscar pistas no quarto dela para tentar encontá-la. Todas as pistas o levou a um lugar misterioso e perigoso na cidade onde moram. Nesse lugar estava escrito na parede “Você vai para as cidades de papel e nunca mais vai voltar”,essa frase deixa tudo ainda mais confuso na cabeça de Quentin que não para de buscar mais pistas para tentar encontrar Margo. Certo dia ele encontra um mapa deixado no mesmo lugar onde leu a frase com lugares marcados e descobre finalmete que são cidades de papel . Quentin e seus amigos pegam a estrada e vão atrás de Margo no mesmo dia do baile de formatura deles. Os amigos de Quetin tinham que voltar para Orlando a tempo de se arrumarem para o baile. Quando eles chegaram até o lugar marcado pelo mapa,Margo não estava lá, então os amigos de Quentin voltam para Orlando e ele decide que ficará lá esperando por ela. Ele fica esperando  um bom tempo e acaba desistindo.Quando comprou a passagem de ônibus para ir embora e estava quase sem esperança alguma ,ele a vê passando na rua e corre atrás dela. Quando ele finalmente a encontra,ele percebe que  Margo se distanciou muito da imagem da garota que ele pensava que conhecia. A história basicamente é isso, um garoto apaixonado tentando encontrar uma garota que nunca encontrou a si mesma nem quer ser encontrada por ninguém.Confesso que ao ler o livro pensei em abandonar a leitura antes de chegar na metade do meu exemplar, a forma com que o autor John Green narra a história,deixou  a leitura cansativa. Diferente de “ a culpa é das estrelas” que ele soube como prender a atenção do leitor, em “cidades de papel” ele “enrolou” muito o leitor com a busca incessante pela garota que é tão confusa quanto essa obra dele. O final também deixou muito a desejar,o livro até desperta nossa curiosidade sobre onde está Margo,mas quando ele finalmente a encontra,não acontece absolutamente nada demais. Através desse meu comentário crítico sobre o livro “Cidades de Papel” não quero desmerecer o grande autor que é o John Green,mas ao mesmo tempo que ele escreveu livros tão bons quanto “a culpa é das estrelas”, “quem é você ,Alasca?” ele escreveu um livro que não me agradou nem um pouco. Eu nunca achei que fosse falar isso um dia, já que eu prefiro mil vezes o livro que o filme.Mas a adaptação cinematográfica de “cidades de papel” me surpreendeu  bastante. É muito melhor que o livro, você consegue se divertir mais com os amigos de Quentin,do que com a história principal.Tem muitas cenas engraçadas e eu me emocionei mais com a amizade de Quentin,Ben e Radar, do que com a busca de Quentin por Margo. Recomendo o filme,mas não recomendo o livro.O filme vai te prender e fazer você chorar de rir,o livro vai te desanimar e dificilmente você se irá se empolgar e ler com vontade até o final. Aguardo ansiosamente a o filme do livro “Quem é você, Alasca?” já que nesse livro sim,John Green despertou meu interesse do começo ao fim do livro.